sopro-criança-vento-voz-de-Deus“Se quero, porém, falar contigo, procuro o modo de fazer chegar ao teu coração o que já está no meu. Procurando então como fazer chegar a ti e penetrar em teu coração o que já está no meu coração, recorro à voz e por ela falo contigo. O som da voz te faz entender a palavra; e quando te fez entendê-la, esse som desaparece, mas a palavra que te transmitiu permanece em teu coração, sem haver deixado o meu. Não te parece que esse som, depois de haver transmitido minha palavra, está dizendo: É necessário que ele cresça e eu diminua (Jo 3,30)? A voz ressoou, cumprindo sua função, e desapareceu, como se dissesse: esta é minha alegria, e ela é completa (Jo 3,29). Guardemos a palavra: não percamos a palavra concebida em nosso íntimo.” Santo Agostinho, Sermões, 193,3

Devemos ser voz de Deus, cumprir nosso papel e desaparecer. Somos nós, evangelizadores, um recurso na mão de Deus. Quem deve permanecer é Deus, a sua palavra e o fruto dela. Nós, após cumprirmos nosso papel, desaparecemos com a alegria de termos feito a nossa parte, o que nos foi mandado. Nada mais.

A Deus, o louvor. A nós, louvá-lo.