“(…)quem faz da santidade uma vaidade possivelmente já esqueceu que muitas prostitutas nos precedem na entrada do reino dos céus(…)” (Música Milagres)

Às vezes, podemos confundir dedicação, anseio por uma vida santa, obstinação, com vaidade em ser santo. Veja o que nos diz a Sagrada Escritura a este respeito:

1.Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu.
2.Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
3.Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita.
4.Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á.
5.Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa.
6.Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á.

A relação com o Sagrado tem que ser resolvida e definido o motivo pelo qual servimos a Deus. Não temos que ser católicos preocupados única e exclusivamente para aparentar católicos. Temos que ser católicos verdadeiros, que possamos ser reconhecidos pelos atos de bondade, pela serenidade do falar, pela vida Casta, pela justiça e retidão no viver, pela semelhança ao Mestre, não por uma busca exarcebada de aparentar ser santo; Que os terços que usamos, os escapulários, as camisetas, as imagens representando pessoas santas, seja uma exteriorização do que os nossos corações estão cheios, não podemos fazer de amuleto coisas sagradas. Não se reconhece um católico pelo simples uso de uma indumentária, porque o Pai nos mede pelo coração, pelas intenções verdadeiras. Temos que ser algo além da imagem, algo além da aparência, não temos que esperar reconhecimento humano, porque o nosso prêmio está guardado e ninguém poderá toma-lo. A vaidade está intrinsecamente relacionada satisfazer o ego através do reconhecimento dos homens. O dicionário Wikipédia definiu vaidade:

“A vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas. Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada.

Mostra com extravagância seus pontos positivos e esconde seus pontos negativos.

Vivemos num mundo que o exibicionismo, a luta para aparentar e a necessidade de se auto afirmar, o que as vezes o que não é, precede o querer ser. Vemos corpos “Globelizados”, a custa de esteróides, plásticas e photoshop. Todos vendem imagens falsas, revistas com imagens manipuladas, e às vezes exigimos tal perfeição de nossos corpos, que nem mesmo aqueles que aparentemente estão na foto, têm. Não podemos trazer tais praticas para o nosso meio, não podemos nos contaminar com tais coisas, devemos louvar a Deus, freqüentar grupos de oração e a Santa Missa, não para justificar algo, ou provar a sua fé para alguém. Em tudo busquemos o Espírito Santo de Deus para nos auxiliar a ser verdadeiramente Santos, humildes e preocupados em servir somente a Deus;

André Kenji