Entristece a miséria da alma. As famílias estão dilaceradas, não exercem sua função natural, educar e amar; As escolas estão preocupadas com o IDH, se esqueceram de exercer sua função precípua, ensinar. Todos estão preocupados com números e índices. A televisão nunca foi tão pornográfica como agora, quando um programa perde audiência, a primeira coisa que se muda, é a roupa das dançarinas ou das apresentadoras. A preocupação não é mais com a qualidade, ou conteúdo.

Nunca foi tão explorada a sexualidade e difundida a libertinagem sexual, hoje o lema é “Usando camisinha, que mal tem.” Vivemos um culto ao prazer, de qualquer forma, de qualquer jeito. As pessoas não se amam mais, se experimentam, e como um chiclete, se mastiga o corpo e se cospe a alma. Os programas televisivos, como os reality shows, que de reais somente o nome, são mentiras e absurdos, vendidos como realidade. Fico triste em saber que somos um País Cristão e pior, na grande maioria Católicos, e que um programa como esse é líder de audiência. O que move a televisão é audiência, o que o Povo de Deus, o que o Povo Cristão estão fazendo vendo esse tipo de programação; Não consigo conceber como diversão e alegria, simulação explicita de sexo oral homossexual, sexo escondido, intriga, briga, será que as pessoas que assistem algum dia param para pensar o que estão assistindo, nossos cérebros e nossos corações não é aterro sanitário para nos entupirmos de lixo. Se o “mundo” não respeita a minha sacralidade, se o “mundo” não me ajuda a ser santo, não devo aceitar como normal, ou incorporar tal comportamento.

Quando eu ligo a televisão neste programas, eu não só estou me prejudicando, mas estou contribuindo para que aquele tipo de programação perpetue na telas, e ao passo que estou prejudicando tantas outras pessoas. O que as nossas crianças estão aprendendo com esse besteirol televiso, que diz imitar a vida, e que na verdade não passa de uma caricatura de mal gosto, que violenta todos os princípios morais de uma sociedade. Daí me pergunto, que princípios? Podem não acreditar mais neles, ou fingir não subsistirem, mas eles existem; Estamos morrendo culturalmente, estamos morrendo moralmente, e junto arrastando nossa fé e esperança.

Castidade virou coisa de religioso fanático, porque a bem pouco tempo, culturalmente falando, as mulheres desejavam casar-se virgens, e as mesmas procuravam por homens, não apenas companheiros mas homens, alguma coisa nessa revolução, evolução ou melhor, involução cultural, que vem ceifando a alma de nossas famílias. A prostituição socializada tomou tal magnitude que o sexo hedônico, por simples e puro prazer, seja ele heterossexual ou homossexual, não é passível de questionamento, e como fantoches entupidos de pílulas azuis, contraceptivas e látex, somos impelidos a viver numa bacanal culturalmente difundido e defendido, por segmentos socias, que nos faz acreditar que qualquer principio moral que seja levantado é considerado preconceituoso, pedante ou coisa de “crente”( a tempos a trás lia-se evangélicos protestantes, hoje o movimento carismático inclui-se).

Namoro santo, é quase uma abstração da abstração utópica de um povo antigo que viveu a milhões de anos; Como se fosse um costume de uma sociedade extinta; Querem nos fazer acreditar que viver sem sexo, é extirpar o melhor da vida; Roubaram a inocência das nossas crianças, retiraram o pudor das mulheres, e criaram um uma figura estereotipada do Homem, um manual do que é ser macho, do que é masculinidade. Me pergunto, cadê os Josés, as Marias, a Sagrada Família; O que tem de tão ruim em ser bom, justo, honesto, casto? Relativizaram os preceitos morais, nossos filhos expõem seus corpos em um exibicionismos desenfreado em paginas da internet, como se estivessem a venda; Cadê os pais dessas crianças? Cadê os preceitos morais, sociais? Esteroides, silicone, plásticas, culto ao corpo.,. e a alma? Me perco em ver tantos diálogos virtuais, em salas cheias e ao mesmo tempo tão vazias, vazias de calor humano, de amor, de carinho. No fundo, no fundo queria meu mundo de volta, tal como eu conhecia, mais amor e menos sexo.

André Kenji