Da Manjedoura ao Calvário: nos foi dado um Menino

Foto de Jeswin Thomas no Pexels
Texto de: No Colo de Maria
Publicado em: 26 de dezembro de 2020
Postado em: Formação | Reflexões

“O seu nome: Jesus! A sua missão: Cristo!”
São João Paulo II

Ao nascer foi deitado no madeiro de uma manjedoura, ao crescer foi erguido no madeiro da Cruz. Ressuscitado, encontra-se glorioso. Mas, antes de subir aos céus, prometeu: “E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” Mt 28, 20b.

Ao celebrar o Natal, envoltos em uma mídia insistente, voraz e muitas vezes certificada pelas nossas próprias publicações, tendemos a compreender incorretamente o tempo do Natal. É uma suposta “magia” onde se celebra os bonzinhos em uma pseudo bondade. Uma fraternidade que mais compartilha do estômago que da fé. Um Jesus mais próximo de um mito do que do Salvador.

Nós, Igreja, somos conclamados a livrar almas do Inferno, anunciar a salvação para os povos e celebrar o mistério da encarnação de Deus que se fez homem para nos salvar. Pensar em um Natal onde se olha para a Manjedoura, mas não se lembra da Cruz é celebrar uma ilusão. Jesus veio ao mundo e se fez Cristo, quer dizer, Ele já tinha cravado no mistério de seu nascimento o propósito de nos salvar. Jesus não veio a passeio, mas sim para resgatar toda a humanidade. Aquela doce criança adorada pelos Anjos nos Céus é a maior prova de amor que a humanidade já viu. O Pai nos entregou seu Filho para pagar o preço de uma dívida que é nossa. Fomos comprados a preço de sangue! “Alguém pagou um alto preço pelo vosso resgate; glorificai, portanto, a Deus em vosso corpo.” I Cor 6,20.

Celebrar bem a fé passa por um ato de vontade que é indissociável da inteligência. Crer em Deus não é uma superstição, nem um conto, mas a realidade de Deus que se fez carne por amor. Portanto, é salutar que livremos da nossa compreensão de fé as fantasias criadas ao longo do tempo e aderir a Jesus em um ato pleno de vontade, inteligência e coração. Não digo que devemos tomar Jesus como um vestibular em que respondo questões e sou ou não aprovado, mas a fé precisa ser purificada dos mitos para abraçar a verdade plena. Enquanto nossas crianças chamarem mais o Papai Noel do que Jesus, continuaremos pedidos e criando mais mitos do que fé. Não nego a importância do lúdico na formação infantil, mas, se Jesus for uma realidade tão lúdica quanto o Papai Noel na vida de seus filhos, não adiantará fazer a pergunta no futuro: “Onde foi que eu errei?”.

Vamos celebrar o Natal da fé, encher mais o céu de orações do que o estômago de comida. Adornar mais a nossa casa com o perfume do Santo Rosário do que com o passageiro aroma dos presentes. Deus Menino, confiado à Maria e José é o mesmo Deus que morreu no calvário por nós. Sua missão foi clara e Ele não desviou do caminho. Aprendamos assim a perseverar na fé verdadeira. “Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo.” Mt 10, 22

Um feliz, Santo e Verdadeiro Natal!

 

Escrito por: No Colo de Maria
Nossa missão é formar o povo de Deus na fé e na oração. Este humilde serviço de evangelização realizado por um casal de leigos residentes no Estado de Goiás quer levar um pouco da ternura do Colo da Mãe de Deus e da Igreja até você.

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