Coração é terra que ninguem vê

Texto de: Paulo Franco Machado
Publicado em: 22 de julho de 2010
Postado em: Formação | Reflexões

Coração é terra que ninguem vê

Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei – nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.

Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei.

Semeador da Parábola…
Lancei a boa semente
a gestos largos…
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu
na terra dura
da ingratidão

Coração é terra que ninguém vê
– diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho,
– teu coração. Bati na porta de um coração.
Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada,
foi que encontrei…

Cora Coralina

Escrito por: Paulo Franco Machado
Filho de Deus, casado com Christiane Faria, catequista, escritor. Gestor em Tecnologia da Informação com especialização em Gestão de Projetos. Atualmente é empresário e professor.

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