Beleza invisível

Aproximei-me da igreja e percebi que o chão estava bem limpo e varrido… não sei quem limpou.

Haviam diversos comunicados no mural, informando-me de toda vida paroquial… não sei quem os fixou.

Tal como a calçada, o chão da igreja, bancos e paredes, tudo estava bem limpo… não sei quem organizou.

Havia no canto direito da igreja, próximo ao altar, um belo arranjo de flores… não sei quem as colocou.

Os forros do altar estavam muito bem alinhados, limpos e bem cuidados… não sei quem os alvejou.

Cheguei faltando apenas cinco minutos para o início da Santa Missa, tudo estava bonito e bem organizado, saltava aos olhos uma beleza silenciosa e misteriosa: mesmo sem em nada colaborar, pude chegar e contemplar a beleza invisível do agir de Deus, que na simplicidade do gesto de cada um, sem alarde e nem holofotes, mostra a extraordinária beleza da comunhão. Cada um a servir, de forma silenciosa e precisa, compõem a beleza escondida do ser igreja.

 

Paulo Franco Machado

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